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Tendências da sustentabilidade 2.0


Para comemorarmos o Dia da Terra 2010 vamos abordar um tema pertinente, muitas pessoas hoje trabalham na indústria da sustentabilidade, em alguns momentos refletimos sobre o que temos conseguido e tudo o que ainda precisa ser feito para criar um futuro mais sustentável para as empresas, as pessoas e o meio ambiente.

Eu gostaria de usar o termo sustentabilidade 2.0 para falar sobre este espaço emergente, em que o mundo da responsabilidade social corporativa encontra o mundo da comunicação da marca. Há uma diferença fundamental entre a sustentabilidade 2.0 e como temos abordado as coisas no passado. Há algum tempo, as pessoas têm reconhecido que a sustentabilidade pode ser uma estratégia forte para empresas. Mas para construir sua marca sobre o prisma da sustentabilidade precisamos definir uma estratégia iniciada a partir da perspectiva do consumidor. Sustentabilidade 2.0 utilizada pelas organizações diz respeito sobre o efeito positivo na vida das pessoas em três aspectos:

  1. Como indivíduos, ajudando a satisfazer as necessidades pessoais, objetivos e ambições;
  2. Dentro das comunidades, gerando movimentos culturais, apoiando causas e criando conexões;
  3. No mundo em geral, abordando questões ambientais e de estilos de vida mais ecológicos.

Então, como moldar este novo cenário? Existem algumas tendências fundamentais que influenciam a sustentabilidade 2,0. vou citar três delas.

De cima para baixo movido pelas pessoas

Cada vez mais, as pessoas vão ignorar negócios formais e estruturas institucionais para criar suas próprias maneiras de fazer as coisas. Muito disso é viabilizado pela evolução da tecnologia digital. Um exemplo é o Zopa, um peer-to-peer de empréstimo e troca de empréstimos que corta o atravessador, diminuindo (e, portanto, talvez mais sustentável) as taxas para ambos os lados. Embora ainda muito pequeno este modelo é altamente escalável e pode constituir uma ameaça real para as instituições bancárias tradicionais, a menos que se comece a pensar sobre como elas criam valor para seus clientes.

Com os consumidores, desafiando as estruturas institucionais formais, as marcas terão de descobrir qual o papel que desempenham nesse cenário

De educando e permitir

Há um grande papel das marcas para permitir que as pessoas realmente façam as coisas de forma diferente e melhores do que eram feitas antes. Esta abordagem não se trata de apenas vender mais, mas sim em ajudar as pessoas a construir as iniciativas por elas mesmas.

Orange RockCorps é um bom exemplo, programa que visa envolver os jovens no voluntariado. Os jovens utilizam quatro horas do seu tempo para apoiar um projeto da comunidade Orange RockCorps, em troca eles recebem um bilhete gratuito para um evento de música ao vivo.

Da restrição do trabalho para práticas colaborativas

Entre as empresas

Além da colaboração interna, haverá também uma cooperação mais interorganizacionais. Green Xchange é uma loja baseada na Web permitindo a Nike e mais nove organizações (incluindo a Creative Commons, IDEO e Yahoo) colaborar e compartilhar a propriedade intelectual, fazendo com que se alcance a inovação sustentável mais rápido e mais evoluída do que nunca.

Entre as pessoas e empresas

Nós já vimos “crowdsourcing” tornar-se uma característica importante no mundo da publicidade. Frito-Lay’s Doritos foi pioneira nesta abordagem, permitindo aos indivíduos apresentarem suas idéias que acabarão se tornando anúncios. Esse modelo pode ser aplicado para trabalhar em pró da sustentabilidade.

Essas são apenas três tendências desse mundo influenciado pelo meio digital em prol da sustentabilidade. Podemos claramente perceber o potencial que o meio demonstra para transformar nosso mundo num lugar melhor para todos. Cabe a nós identificar oportunidades para as marcas e utilizar seu recurso comercial na transformação da nossa realidade a partir da sustentabilidade 2.0

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