Midia Digital Blog

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21
jul 10

A era do cinema colaborativo chegou?

A frase de Glauber Rocha “Uma idéia na cabeça e uma câmera na mão”, ficou para trás há algum tempo, a revolução que se iniciou com Youtube, permitiu que qualquer pessoa com uma idéia na cabeça e uma câmera na mão tivesse a oportunidade de ser assistido pelo mundo todo. E com isso ficou mais que comprovado que o sucesso depende principalmente de uma idéia e não de recursos caríssimos de produção.

Glauber Rocha foi um visionário da mídia digital, mas não conseguiu prever o próximo passo para produção cinematográfica. Esse passo está prestes a acontecer no dia 24/julho e chama-se A vida em um dia. Pessoas do mundo todo estão sendo convidadas a capturar seu dia do inicio ao fim. Esse material deve ser coletado por pessoas comuns, produzido por Ridley Scott e dirigido por Kevin Macdonald, profissionais renomados da indústria cinematográfica. Essa é uma das propostas que pode revolucionar novamente a indústria de entretenimento criando um marco histórico.

Apesar de ser o primeiro longa-metragem colaborativo do mundo, essa não é a primeira e nem a única iniciativa da produção de vídeos colaborativos envolvendo pessoas ao redor do mundo. Existem diversos projetos que podem ser visualizados no VIMEO, a exemplo do vídeo abaixo.

Com apoio de marcas e uma linguagem unica essa iniciativa dá precedentes as grandes telas, criando novos rumos ao cinema, gerando oportunidade para todos os profissionais envolvidos na produção de cinema.


12
mar 10

Estamos prontos para próxima revolução cultural?

A cultura de convergência é debatida entre os estudiosos da comunicação como modelo cultural estabelecido pela sociedade da informação. Até hoje essa cultura não era largamente difundida na população média. Essa percepção é limitada pelo custo das plataformas de fomento e pela pulverização dos dispositivos. O smartphone conhecido como iPhone trouxe esse tema a tona, porém vivenciar uma experiência de convergência completa era limitada pelo alto custo do dispositivo em vista das necessidades da grande massa.

A Apple empresa que fabrica o iPhone rompe mais uma vez os paradigmas da comunicação e fortalece a cultura de convergência com o lançamento de um novo produto. O iPad é um dispositivo em forma de prancheta digital que permite portabilidade e unificação de conteúdos em uma única plataforma. Um dispositivo móvel que fornece uma experiência multimídia inovadora, capaz de atender intuitivamente a maioria das necessidades de um usuário médio de computador com baixo custo.

Facilitar o acesso e a utilização desses dispositivos aumenta a participação da população nesse contexto. Essa penetração garante novos interesses e investimentos na produção e adaptação de conteúdo para tecnologias de convergência. O mercado de comunicação foi novamente abalado pelos novos modelos comerciais. Grandes players do segmento mudaram seus contratos para manterem a competitividade, enquanto outros estão correndo atrás de inovações para garantir a sua existência.

Trabalhar mídia nesse cenário vai se tornar um desafio cada vez maior, estabelecer modelos lucrativos não é apenas uma necessidade dos veículos, mas também dos anunciantes, já que ainda não existe uma formula de negócio consolidada. Os profissionais de comunicação serão responsáveis por construir novos formatos comerciais de entrega de conteúdo e entrega de mídia. Como já foram comentados no post sobre os leitores digitais os consumidores podem ter, por exemplo, a oportunidade de receber seu jornal e / ou sua revista diretamente em seu dispositivo comprando uma assinatura digital.

A largada foi dada, e a passos largos, agora os pensadores da comunicação digital devem fazer sua lição de casa e elaborar modelos para viabilizar esse novo meio garantindo o beneficio dos consumidores e a lucratividade de seus clientes.


1
mar 10

Qual o papel da pesquisa no sucesso da mídia digital?

Quando vamos elaborar um novo plano de comunicação temos o importante papel de colecionar fatos. Devemos compreender esses fatos e transformá-los em argumentos simples que justifiquem nossas ações. É importante ainda que justifique o consumo do produto ou serviço dos nossos clientes.

Existem fatos que devem ser analisados para dirigir a comunicação ou orientar os clientes em suas estratégias, alinhando-as, aos desejos e necessidades dos consumidores. No mundo digital tais fatos podem ser obtidos de forma muito simples e rápida com amostras significativas. Através de ferramentas como web analytics, enquetes digitais, quiz, testes de usabilidade, testes A/B, monitoramento de redes sociais entre outros.

Nunca tivemos tantas ferramentas para levantar dados tão variados, o volume dessas informações é exponencial. Alguns profissionais insistem em não se apropriar dessas possibilidades para assegurar o sustento de suas ações.

O reflexo dessa atitude é vista em milhões desperdiçados em campanhas que não trazem resultados efetivos em vendas, mas o responsável pelo resultado insatisfatório é a falta de maturidade do meio. Hoje a “onda” são redes sociais, todos falam em redes sociais, todos são especialistas, muitas pesquisas são realizadas sobre elas. Mas as marcas continuam tendo experiências superficiais, sem métricas e sem objetivos traçados, apenas utilizam o meio como laboratório.

Na minha percepção o erro está em não formular as perguntas corretas. A falta de capacidade de gerar pesquisas relevantes e de analisar os resultados. Deveríamos perder um pouco de nosso tempo criando pesquisas com os usuários das redes. As pesquisas hoje são elaboradas para responder dúvidas pontuais, mas devemos pensar que as pesquisas são o elemento mais estratégico do processo de comunicação. Deveríamos ampliar sua capacidade de gerar insights, não é mais uma questão de investimento já que as novas tecnologias baratearam o seu custo.

Se nos baseamos em perguntas erradas para criar as hipóteses de nossos problemas, nada mais óbvio que teremos a resposta errada e nosso resultado será prejudicado. Não podemos mais culpar o meio com erros primários.

Estamos usando as redes sociais da forma certa? Estamos acompanhando as mudanças na medida em que elas acontecem? Devemos deixar de lado tantas expectativas com o meio e enxergar através dos fatos qual o sentido real de se ter estratégias digitais.

Tantas promoções são criadas nessas redes trocando prêmios por “seguidores”, poderíamos ganhar muito mais que “seguidores”, poderiam ganhar colaboradores.  Pensando na pergunta certa melhoramos nossa oferta e ganhamos naturalmente fãs de nossa marca.