Midia Digital Blog

Internet


27
ago 10

A “cultura do grátis” pode mudar a economia?

Um dos temas debatidos no ultimo Digital Age 2.0, foi levantado por Michel Lent no que ele atribuiu o nome de “cultura do grátis”.  Sua abordagem era como viabilizar economicamente a produção de conteúdo on-line. Utilizando como exemplo, empresas bem sucedida nesse modelo como Google, Apple e Firefox, companhias que  ganharam seus consumidores pela relevância e qualidade de seus produtos e serviços sem necessariamente fazer investimentos em marketing tradicional.

Esse modelo de negócio favorece principalmente os consumidores que tem a oportunidade de usufruir desses produtos e serviços personalizados e inteligentes a preços baixos ou inexistentes. Mas até agora isso só era possível no campo intangível, ou seja, dentro da internet. Em sua maioria aplicativos que estão rodando nas “nuvens” ou em nossos computadores. Mas isso pode mudar em breve e a “cultura do grátis” apresentado no livro de Chris Anderson intitulado Free, disponível gratuitamente na web, pode chegar ao mundo real com uma tecnologia que está sendo desenvolvida para impressoras 3D.

Essa tecnologia já existe, ainda é algo inacessível para comercialização em massa, mas assim que o mercado encontrar uma forma de viabilizar essa produção em massa será possível em sua casa através de softwares ou sites produzir, por exemplo, camisetas, tênis, utensílios domésticos e o que mais a criatividade coletiva for capaz de criar. E o mais impressionante ao custo de matéria prima.

Aqui não vamos entrar no detalhe da tecnologia que pode ser vista nesse link, mas o que devemos pensar é o impacto desse modelo não só na estratégia de marketing das marcas, mas também na sua cadeia de produção. O valor das marcas está cada vez menos nos produtos, que se tornam commodity, mas sim nos serviços e na produção intelectual e artística.

As empresas para se diferenciar nesse futuro não tão distante, devem agregar em sua produção a relevância individual debatida em Free e na palestra de Lent. Essa mudança é estrutural e pode afetar toda a economia mundial. Devemos ajudar as empresas a visualizar essas mudanças e planejar seu posicionamento nesse novo cenário dominado e dirigido pelos consumidores.


8
jun 10

Infoativismo e as mídias digitais

As novas tecnologias estão enfrentando o monopólio da mídia tradicional (TV, Rádio e Jornais). O documentário acima exibe casos de sucesso ao redor do mundo que utilizaram a midia digital  na mobilização de sociedades e na mudança da realidade. Apesar do sucesso esses meios não estão livres de falhas e por isso as ações devem ser bem planejadas para não atentarem contra a própria causa. O filme mostra também as dificuldades encontradas na utilização das ferramentas e a solução criativa para contornar as vulnerabilidades. São dez estratégias que juntas transformam-se num manual de intervenção social por meios digitais.  Ativismo, cooperação, criatividade, participação, engajamento, interação, mobilização, acessibilidade são algumas das características do infoativismo, que é a transformação da informação em ação. Ações que rompem barreiras,  transpoem dificuldades, unem pessoas, fortalecem marcas e tranformam nossa relaidade.


29
nov 09

Entenda os termos de links patrocinados

O Google lançou  mais um vídeo no gênero Plain English iniciativa para facilitar a compreensão da sua ferramenta de anúncios Google Adwords. Esse não é o primeiro formato de vídeo voltado para público anunciante. Diversas iniciativas do site demonstram o interesse em estreitar o relacionamento com as agências para criar um divisor de águas entre agências qualificadas a trabalhar com o sistema e aquelas que vendem o serviço apenas como uma forma de aperfeiçoar o seu conhecimento as custas dos clientes.

Outra frente da empresa é divulgar a facilidade de uso para que anunciantes possam criar suas próprias campanhas e se relacionar diretamente com o mecanismo de busca. Vale lembrar que as agências não recebem bonificação pelo veiculo e nem atendimento diferenciado no intuito de justificar e incentivar a intermediação dos anunciantes, a não ser em casos estratégicos para empresas e investimentos de grande porte.

Quais serão os planos do veiculo para os proximos anos? Nos ultimos meses a empresa adquiriu a propriendade de diversas empresas na área da publicidade online e offine. Seria esse o projeto de um sistema simples de gerenciamento de mídia para reduzir o impacto do custo da agencia no valor das verbas de publicidade?