Um dos temas debatidos no ultimo Digital Age 2.0, foi levantado por Michel Lent no que ele atribuiu o nome de “cultura do grátis”. Sua abordagem era como viabilizar economicamente a produção de conteúdo on-line. Utilizando como exemplo, empresas bem sucedida nesse modelo como Google, Apple e Firefox, companhias que ganharam seus consumidores pela relevância e qualidade de seus produtos e serviços sem necessariamente fazer investimentos em marketing tradicional.
Esse modelo de negócio favorece principalmente os consumidores que tem a oportunidade de usufruir desses produtos e serviços personalizados e inteligentes a preços baixos ou inexistentes. Mas até agora isso só era possível no campo intangível, ou seja, dentro da internet. Em sua maioria aplicativos que estão rodando nas “nuvens” ou em nossos computadores. Mas isso pode mudar em breve e a “cultura do grátis” apresentado no livro de Chris Anderson intitulado Free, disponível gratuitamente na web, pode chegar ao mundo real com uma tecnologia que está sendo desenvolvida para impressoras 3D.
Essa tecnologia já existe, ainda é algo inacessível para comercialização em massa, mas assim que o mercado encontrar uma forma de viabilizar essa produção em massa será possível em sua casa através de softwares ou sites produzir, por exemplo, camisetas, tênis, utensílios domésticos e o que mais a criatividade coletiva for capaz de criar. E o mais impressionante ao custo de matéria prima.
Aqui não vamos entrar no detalhe da tecnologia que pode ser vista nesse link, mas o que devemos pensar é o impacto desse modelo não só na estratégia de marketing das marcas, mas também na sua cadeia de produção. O valor das marcas está cada vez menos nos produtos, que se tornam commodity, mas sim nos serviços e na produção intelectual e artística.
As empresas para se diferenciar nesse futuro não tão distante, devem agregar em sua produção a relevância individual debatida em Free e na palestra de Lent. Essa mudança é estrutural e pode afetar toda a economia mundial. Devemos ajudar as empresas a visualizar essas mudanças e planejar seu posicionamento nesse novo cenário dominado e dirigido pelos consumidores.


